Por que Jesus morreu? (os motivos de sua condenação pelos sacerdotes Judeus)




5) Por que Jesus morreu? (os motivos de sua condenação pelos sacerdotes Judeus)
 
Jesus nunca foi aquele sujeito submisso, subserviente e “coitadinho” que certas áreas do cristianismo procuram divulgar. Ao contrário, Ele sabia da Sua Missão e não media esforços para realizá-la.
Jesus foi um profeta e, como todos eles, desmascarou as hipocrisias e a falta de fé dos homens de sua época. Mas Jesus foi mais longe: praticou o que acreditava, rompeu com tradições e costumes de sua época, desafiou os poderosos e trouxe novos ensinamentos. Foi assim quando expulsou os vendedores do templo, foi assim quando conversava, se alimentava e convivia com os pagãos (considerados impuros), foi assim quando chamava os fariseus (poderosa facção político/religiosa da época) de hipócritas e aproveitadores. Foi assim quando se aproximava das mulheres samaritanas (um tabu para a época), quando curava judeus e pagãos. Tudo isto chocava e escandalizava naqueles dias.
E mais escândalo Ele causou quando se propôs a perdoar as pessoas dos pecados que elas cometiam. Ele curava e em seguida orientava a pessoa, perdoando-a dos pecados cometidos. Os poderosos falavam: “Ele é um impostor, pois só Deus pode perdoar.” Jesus retrucava: “Eu estou em Deus e Deus está em mim.” Portanto, a partir desta união com Deus, Jesus conseguia perdoar. Tanto é que as pessoas tinham uma vida nova.
Os poderosos já estavam incomodados com as falas de Jesus e com Suas atitudes que consideravam erradas. Agora começavam a ficar possessos porque Jesus tinha poderes que eles não tinham, estava se tornando popular e demonstrava na prática o quanto estes sacerdotes estavam distantes de Deus. Eles se sentiram desmoralizados e com inveja. O orgulho da classe sacerdotal estava destroçado.
Jesus, em comunhão com Deus e agindo segundo Sua missão, trazia muitas novidades e novas mensagens. O poder dos sacerdotes e a ordem injusta dos poderosos estavam em risco. Diante de tal risco e da incapacidade aceitarem o Caminho, decidiram se livrar deste “falso Messias”.
Um fator a mais contribuiu para que estes poderosos quisessem eliminar o Mestre: medo. O povo da Judéia estava a espera de um líder que o conduzisse em uma guerra de libertação da dominação romana. Depois que Jesus “declarou” ser o Messias (o líder esperado) o receio de que Ele se propusesse ser este líder aumentou. Ao matá-Lo seus opositores acreditavam estar impedindo que seu povo entrasse em guerra e fosse massacrado (como aconteceu algumas décadas após a crucificação do Mestre).
Quando alguém (como Jesus) traz ao mundo verdades tão profundas, universais e atemporais, este alguém incomoda. Desperta, naqueles que Lhe opõem, medo, inveja, raiva e rancor. Eles não querem seguir o caminho do Bem, pois seguir este caminho significa abrir mão de benesses, orgulho, ganância, poder. Significa transformar a própria consciência, o que se faz somente com dedicação, renúncia, esforço e humildade.
Os poderosos da época resolveram matar Jesus. Acharam que com isto estavam acabando com Ele. Mal sabiam que Sua morte e posterior “aparição” seria o último ensinamento de Jesus na Terra: “a alma sobrevive à morte, o mundo espiritual é uma realidade.”
A vida de Jesus foi uma vida de atitudes, uma vida de exemplos. Seu último exemplo foi Sua morte e posterior “ressurreição”. A mensagem estava completa e o movimento cristão enfim se iniciaria.

"A espera de um futuro rei messiânico pelos antigos profetas judeus" escreve o professor Martin Noth,  "tinha-se transformado, durante o longo período de domínio estrangeiro, na espera de um libertador político; e quanto mais crescera a revolta contra o regime romano no país mais se reforçara a imagem de um Messias que venceria a odiada potência estrangeira. Visto segundo esta concepção, não podia esperar-se que Jesus de Nazaré fosse o Messias ... Se Jesus de Nazaré não era o Messias, o "Cristo", então devia ser um farsante, um impostor. E, se era um perigoso farsante e impostor, então tinha de ser eliminado para a segurança e sossego da comunidade religiosa de Jerusalém... O fato de Jesus, no interrogatório a que foi submetido, haver declarado ser o Messias - o que, com base nas palavras do Antigo Testamento, equivalia a Filho de Deus - era o suficiente para condená-lo por flagrante sacrilégio."
Do livro: E a Bíblia tinha razão ... , Werner Keller, Editora Melhoramentos, pag. 328

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